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Monlevadense participa da passagem da Tocha Olímpica em Itabira


Representando João Monlevade, o professor de educação física e atleta Clever Machado foi um dos 61 escolhidos para levar a Tocha Olímpica, símbolo do esporte olímpico mundial, ontem (12), em Itabira em um trecho do trajeto na Avenida Ipiranga, no Bairro Novo Amazonas levando a Tocha Olímpica, já no início da noite (12). O evento movimentou a cidade e região.

No Alto do Pico do Amor ela foi acesa dentro do Memorial Carlos Drummond de Andrade enquanto um grupo de jovens declamava o poema “No meio do caminho”, um dos mais célebres do autor itabirano. “No meio do caminho tinha uma pedra. Tinha uma pedra no meio do caminho. Tinha uma pedra. No meio do caminho tinha uma pedra”, diziam em uníssono.

Após a breve cerimônia de acendimento, a corredora de rua e educadora Larissa Marcelle Moreira foi aclamada por um afetuoso corredor formado por Drummondzinhos, turma de crianças trajadas com as vestes que eternizariam o poeta itabirano. Com balões brancos em mãos, os pequenos de 6 e 7 anos ficaram encantados.

Uma das mais deslumbradas com o momento era a pequena Sofia Ferreira Procópio, de 6 anos, aluna da Escola Estadual Dona Eleonora Nunes Pereira. A garotinha foi escolhida para participar da cerimônia por ser a aluna destaque da instituição de ensino e por ter vencido um concurso de desenho que teve as Olimpíadas como tema. “A emoção é muito grande. Nem a minha geração e a dela talvez passem por isso novamente. Estou muito feliz e orgulhosa por minha filha estar participando. Sinto muito feliz de estar presenciando tudo isso”, disse, muito emocionada, Creuza Aparecida Ferreira Procópio, mãe da pequena Sofia. Após ser ciceroneada pelas crianças enquanto subia a escadaria que leva ao topo do pico, Larissa desceu para posar com a Tocha ao lado da estátua do poeta itabirano. Aos gritos de “tocha, tocha, tocha”, os drummondzinhos fizeram companhia à atleta e ao poeta, num dos mais belos momentos do tour até o momento.

Caminhos Drummondianos 

Quem quiser vivenciar a obra do poeta mineiro pode percorrer os Caminhos Literários Drummondianos. Trata-se de um percurso por 44 locais de Itabira que possuem referências nos poemas de Drummond. Todos os locais estão identificados com placas-poemas, o que possibilita uma viagem pelas obras literárias do poeta. Entre os pontos estão o Memorial Carlos Drummond de Andrade, projetado pelo arquiteto e amigo Oscar Niemeyer, e o Pico do Amor, que presenteia os visitantes com uma vista panorâmica de Itabira. No memorial está a primeira máquina de datilografia do poeta, uma coleção de cartas recebidas de grandes autores e familiares, prêmios literários e obras de artes feitas em sua homenagem. “O memorial foi construído próximo ao Pico do Amor, onde as pessoas vêm observar a cidade pelo mirante e as crianças para soltar pipa e fazer piquenique.

O local era visitado pelo grande poeta Carlos Drummond de Andrade. Quando criança ele sempre vinha ao Pico do Amor”, explicou a coordenadora do memorial, Solange Duarte Alvarenga. Outro ponto muito representativo que estava na rota do revezamento olímpico é a Praça do Areão, onde está disposta uma das primeiras locomotivas - ela esteve em atividade de 1945 a 1960 -, que transportou o minério de ferro de Itabira para o Porto de Tubarão, no Espírito Santo, passando também por João Monlevade e Nova Era. O poema “O maior trem do mundo”, publicado em 1984, é uma menção à locomotiva.


Cidade de Ferro 

Devido às grandes jazidas de minério de ferro incrustadas em suas terras, foi fundada por Getúlio Vargas na cidade de Itabira, em 1942, a então Vale do Rio doce - hoje Vale, uma das maiores mineradoras do mundo. A vocação para atividades econômicas ligadas à extração do minério é tão influente que rendeu ao município a alcunha de Cidade de Ferro, que tanto inspirou Carlos Drummond de Andrade.

Em crônicas e versos o poeta itabirano escreve sobre a transformação vivida pelo município em razão da mineração e deixa transparecer a afeição que sente pela terra natal, mesmo quando estava longe dela, na cidade do Rio de Janeiro. Um exemplo é este trecho extraído do poema Confidência do Itabirano: “De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço: esta pedra de ferro, futuro aço do Brasil”.

(Fotos: DeFato)

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