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Açougueiros culpam a Prefeitura por não legalizar o SIM e pela construção do abatedouro Municipal


Comerciantes que atuam no setor de açougues em João Monlevade estão revoltados com a fiscalização inesperada do Ministério Público Estadual, que ocorreu na manhã desta terça-feira (25), em todos os estabelecimentos do ramo na cidade.

Os empresários Fausto Frank de Araújo Silva, proprietário da Casa de Carnes Real, José Pedro Araújo, da Casa de Zebu, Geraldo Souza de Oliveira, do Shopping da Carne, falaram com a reportagem sobre a operação e culparam a Prefeitura por não legalizar o SIM (Sistema de Inspeção Municipal) que foi aprovado em meados do ano passado pela Câmara Municipal e pela construção de um abatedouro Municipal.

O descontentamento também pôde ser percebido nos consumidores que foram às ruas para comprar carne e depararam com os açougues fechados e ficaram sem opção para adquirir o alimento.

 “Isso que aconteceu aqui é um absurdo. O prefeito [Teófilo Torres (PSDB)] está participando dessa luta nossa aqui e vai em toda reunião com a gente pra liberar o SIM, e ele não libera o selo pra nós. Pagamos os impostos e é um absurdo. A população está toda revoltada, porque o pessoal conhece a carne que é vendida em João Monlevade, que tem origem”, disse o comerciante José Pedro. “Com certeza a carne que nós vendemos tem 100% de garantia. Vem gente até de outras cidades comprar carne aqui por causa da qualidade”, completou Geraldo Souza.

O problema maior, segundo os açougueiros, é a falta de um abatedouro Municipal e a regulamentação do SIM, que resolveriam todos os problemas. “Na época que a Promotoria começou a nos cobrar, montamos uma cooperativa, começamos a arrecadar dinheiro – isso em 2006 –, o prefeito na época liberou uma área, estávamos com um projeto pra começar a construir a cooperativa e a Prefeitura voltou atrás e tomou a área e disse que ela iria fazer o abatedouro Municipal. Promessa do prefeito e do Deputado Mauri Torres que assumiram o compromisso de construir. Depois disso a cooperativa que estava sendo organizada foi se desfazendo. A Prefeitura começou a obra lá e parou e está parada até hoje”, disse Fausto Araújo.

Ainda segundo os comerciantes, depois da obra parada, a Prefeitura não repassou o local para eles para que pudessem dar sequência ao projeto. Segundo José Pedro, após insistirem com a administração municipal para a retomada das obras, receberam dela a proposta de concessão por apenas 15 anos, caso eles concluíssem o abatedouro. “Como a gente vai fazer um investimento em torno de R$5 Milhões para usar apenas por 15 anos? Não tem como. É um investimento muito alto. Daí em diante passou a ser cobrada a Lei do SIM, porém ele [Prefeito] não libera e faz uma cachorrada dessas aqui mandando carro da Prefeitura pra recolher carne nossa, com um crise dessa”, desabafou o empresário. Ainda segundo ele o prejuízo diário com o estabelecimento fechado fica em torno de R$8 mil.

Os comerciantes alegaram que vão permanecer com as portas fechadas até que a Prefeitura regularize a situação através do SIM. “Calculamos que os açougues gerem em torno de 500 empregos diretos no município, incluindo os trabalhadores que atuam nas fazendas e sítios da região, imagine o prejuízo. Nós não queremos ser tratados como criminosos como aconteceu hoje com fiscais e polícia nas portas, queremos trabalhar, mas infelizmente não depende de nós. Isso desestimula a gente de trabalhar né”, disse José Pedro.

Eles alegaram ainda que o Ministério Público Estadual deveria ter notificado os estabelecimentos antes da fiscalização para que pudessem providencias toda a documentação. “Eles tinham que ter dado um prazo para que pudéssemos providenciar o selo, isso é uma vergonha o que fizeram conosco hoje”, disse Geraldo Souza.

“Todo mês eu pago entre três e quatro mil reais em impostos para a Prefeitura e agora ser tratado como criminoso? Temos funcionários e famílias que dependem da gente. Pagamos impostos e isso a Prefeitura não vê porque não dá votos, se desse voto eles vinham”, disse Fausto Araújo.

Às 16 horas dessa terça-feira a presidente da Câmara, vereador Djalma Augusto Gomes Bastos (PSD), convocou todos os proprietários de açougues da cidade para uma reunião afim de buscarem, juntos, uma solução para o problema.

1 Response to "Açougueiros culpam a Prefeitura por não legalizar o SIM e pela construção do abatedouro Municipal"

elizabrayth disse...

Brincadeira!com uma crise destas milhares de pessoas passando fome,o hospital passando necessidades e o poder público jogando comida fora.

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