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Moradores comemoram queda no índice de criminalidade após implantação do “Rua Protegida” na Bairro Ipiranga


Há exatamente cinco meses era implantado na Rua Abaeté no Bairro Ipiranga, em João Monlevade, o projeto “Rua Protegida”, uma parceria da Polícia Militar e moradores, que tem como objetivo formar uma rede de vizinhos, que se ajudam mutuamente.

Os próprios moradores são uma espécie de câmeras vivas, ou seja, orientados pela Polícia Militar, adotam estratégias para se protegerem. As pessoas se organizam com o objetivo de coibir as ações dos criminosos, repassando informações de qualquer atitude suspeita, imediatamente para a PM.

Antes do sistema ser implantado vinha ocorrendo no local intenso tráfico e uso drogas, prostituição e até homicídios. Após a criação do projeto, os índices de ocorrências dessas naturezas caíram 100%, segundo dados dos próprios coordenadores do projeto que estiveram na manhã desta terça-feira (15), na sede da 17ª Companhia de Polícia Militar Independente onde, orgulhosos, apresentaram um relatório.

Os moradores que coordenam o projeto na rua, Arildo Ermelindo da Silva, 45, Lucimara Dias, 36, e Vanessa Aparecida Coelho, 28, falaram aos militares por cerca de 40 minutos e apresentaram os resultados dos primeiros cinco meses do projeto.

Vanessa contou que a ideia surgiu depois que seu irmão foi assassinado no local, no final do ano passado, e desde então passou a lutar por melhorias na segurança da região. Para implantação do “Rua Protegida” foram comparadas duas placas grandes, que foram instaladas no início e final da rua, e 19 placas menores colocadas uma em cada residência.

Além das placas os moradores criaram um grupo na rede social WhatsApp, formado apenas por moradores da rua, onde são lançados alertas sempre que uma pessoa suspeita é vista circulando pelo local. Eles criaram ainda uma cartilha e distribuíram apitos, que serão utilizados somente em caso de ocorrências mais graves para chamar a atenção de todos afim de acionarem a Polícia Militar.

Os recursos para implantação do sistema foram dos próprios moradores. Lucimara Dias falou dos desafios para se criar o projeto. “Quando a gente fala com os interessados em formar o sistema na sua rua, que você tem que conhecer o dia a dia do seu vizinho e ter certo relacionamento com eles, aí já ficam com medo porque em todos os lugares tem um traficante, tem um usuário, tem uma pessoa que é capaz de fazer algo com quem tomou essa atitude. Então, a coragem tem que ser maior que o medo”, pontuou a moradora. Disse ainda há cerca de 15 anos vem solicitando junto à Prefeitura melhorias na rua como troca das lâmpadas e calçamento, e que somente após a implantação do sistema de monitoramento pelos moradores, foram atendidos. Ressaltaram ainda que a rua é pequena e possuía apenas três poste em toda extensão.

Ainda de acordo com os coordenadores, após a implantação do projeto, não houve mais registros de ocorrências no local e até as crianças, que há muito não podia sair de casa, voltaram a brincar na rua. “Sempre que um suspeito aprece e percebe que está sendo vigiado, ele acaba indo embora e nem chagamos a acionar a PM”, lembrou Lucimara.

Arildo Silva disse que foi criando um livro onde são anotadas as ocorrências. “Logo quando foi implantado o sistema uma vizinha teve a casa dela apedrejada e acionamos a viatura e em menos de sete minutos a polícia chegou. Nós acreditamos que eles [criminosos] estavam apenas testando se o sistema realmente funcionava. Depois disso, o fato nunca mais ocorreu e o tráfico de drogas acabou, bem como os motoqueiros que iam levar drogas não vão mais e nem na esquina com a Avenida Alberto Lima onde eles ficavam, ficam mais”, destacou.

O major Jayme Alves, o Tenente Geovani Melo e os Aspirantes Davi e Elizeu, responsáveis pela implantação do projeto na rua, parabenizaram os moradores pelo empenho em mantê-lo ativo. “Que sirva de exemplo para nossa cidade. Olha que bacana, uma rua com aproximadamente 50 moradores se mobilizou depois que um fato grave ocorreu no local. Olha que exemplo está dando para nossa comunidade. Estamos abertos para quaisquer bairros que queiram fazer a sua rede de vizinhos protegidos, nós vamos lá pra semear a boa ideia, basta querer”, pontuou Jayme Alves.

 Ao final os três moradores receberam certificados da Polícia Militar, em reconhecimento aos trabalhos prestados à comunidade local.

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