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Comandos das polícias Militar e Civil se reúnem com vereadores para discutir violência na cidade

Os comandos das polícias Civil e Militar reuniram-se na manhã do último dia 7, com os vereadores, na Câmara Municipal de João Monlevade.

O encontro, que foi solicitado pelo vereador Guilherme Nasser (PSDB), teve como objetivo saber dos comandos o que vem sendo feito para coibir a violência no município. Além de Nasser, participou do encontro o presidente da Câmara, Djalma Bastos (PSD), e os vereadores Leles Pontes (PRB), Belmar Diniz (PT), Pastor Carlinhos (PV), Vanderlei Miranda (PR), Tuquinho do Povo (PROS) e Sinval Dias (PSDB). Os vereadores Carlos Gomes (PSB) e Thiago Titó (PMDB) foram representados pelas suas assessoras parlamentares.

 Pela Polícia Civil falou o delegado da 4ª Delegacia Regional, Bernardo de Barros Machado e pela Polícia Militar o major Jayme Alves da Silva, que estava acompanhado do capitão Márcio Conrado e do tenente Geovani Martins de Mello.

 Os vereadores questionaram ao major como estava a situação de instalação de um sistema de câmeras de vigilância, que estava em estudo em parceria com Guilherme Nasser. Conforme esclarecido pelo militar, o total orçado inicialmente para implantação do sistema era R$800 mil. “Então propomos uma forma paliativa e de custo mínimo que é de solicitar aos comerciantes que direcionem um pouco de suas câmeras para as avenidas. Desta forma, por mais que não consigamos visualizar nitidamente o rosto de autores de crimes, ao menos saberemos como os fatos ocorreram”, declarou.

Neste momento, Guilherme Nasser completou. “O importante é fazermos funcionar a proposta, que defendo por acreditar que é de grande importância para os trabalhos da polícia ”, explicou Nasser. Ainda durante sua explicação, o major destacou que a Polícia Militar irá pedir autorização ao comerciante para que este ceda as imagens, que serão transmitidas para uma central de controle via internet. “Ainda vamos voltar a nos reunir com a classe comercial de Monlevade para oferecer esta alternativa que acredito, será abraçada por todos”, opinou major Jayme.

Diante das colocações do militar, Djalma Bastos solicitou que Guilherme Nasser continue a acompanhar a questão, já que a iniciativa partiu dele.

  Polícia Civil também se manifesta

O delegado Bernardo Machado também destacou os trabalhos da Polícia Civil. Conforme esclarecido por ele, desde dezembro os policiais prenderam ou apreenderam autores de furto, roubo, estupro e traficantes. “Não é por acaso que os presídios de João Monlevade e dos municípios da região estão cheios”, disse Bernardo.

Contudo, o delegado destacou que a legislação penal favorece muito os bandidos, que acabam sendo soltos e praticando novos delitos. “Por isto afirmo que a questão de segurança pública não compete exclusivamente às polícias. Temos que ser cobrados sim e estamos realizando um trabalho intenso, mas a questão é muito mais abrangente”, opinou o delegado.

Outro ponto abordado por Bernardo é a questão do efetivo da Polícia Civil. Em João Monlevade há oito investigadores, sendo a média de um para cada 10 mil habitantes. “Recebemos a informação de que serão direcionados mais 20 investigadores para o município. Vamos aguardar”, disse o delegado. Bernardo Machado ainda revelou que a crise econômica influencia os casos de roubo. “Cerca de 70% dos casos de crime tem relação com tráfico de drogas. A pessoa desempregada, para alimentar seu vício acaba praticando o roubo. E enquanto houver usuários, haverá os traficantes. Portanto reafirmo que casos de violência que envolve o tráfico vai além do trabalho das polícias. É um caso também de saúde pública”, ressaltou o policial civil.

Criação de um dique-denúncia municipal

Durante a reunião, o delegado propôs aos vereadores que se criasse um disque-denúncia no município, de forma a otimizar os trabalhos das polícias. “Seria necessário fazer uma campanha educativa junto à população e informá-los, incansavelmente, que não é necessário se identificar para fazer denúncias. É preciso acabar com este medo”, disse Bernardo. A proposta feita pelo delegado foi apreciada pelos vereadores. Djalma Bastos solicitou ao Jurídico que estude a proposta e, se possível, a transforme em projeto para ser apreciado em Plenário.

Áreas periféricas apresentam maior incidência de crimes

Ao contrário do que se registrou ano passado, em especial no segundo semestre, a maior parte dos casos de roubos e furtos estão na área periférica de João Monlevade. “Havia muitos roubos aos comerciantes. Intensificamos o policiamento, inclusive com a presença de cães da Polícia Militar e notamos uma redução. Ainda intensificamos o diálogo junto aos familiares de menores, em especial os reincidentes.

Contudo, houve redirecionamento dos casos para a região periférica, que também está com policiamento intensificado”, destacou. Outro assunto abordado pelos vereadores foi sobre o grande número de blitzes de trânsito que são feitos pela Polícia Militar, e que vem sendo criticado por parte da população. O major Jayme explicou que é justamente nestes momentos em que são apreendidos os veículos roubados na região.

Ainda relacionado ao trânsito, o vereador Pastor Carlinhos solicitou aos militares que se atentem para os casos de motoristas e motociclistas embriagados.

 Para Djalma Bastos, o encontro foi proveitoso não apenas pelos esclarecimentos, mas também por surgirem propostas que auxiliem os trabalhos dos policiais. “Os vereadores entendem e reconhecem o trabalho das polícias no município. É preciso este momento de diálogo para que surjam novas propostas, que serão trabalhadas junto ao Legislativo. A Câmara continua sempre à disposição”, afirmou o vereador.

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