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Polícia faz reconstituição do crime que vitimou adolescente durante ocorrência policial em Bela Vista de Minas

EXCLUSIVO: A Polícia Civil de João Monlevade fez a reconstituição, na tarde desta terça-feira (23), do crime em que vitimou o adolescente, Túlio Braian Mendes dos Santos, 17, durante uma abordagem policial em uma ocorrência de perturbação de sossego.

O caso que ganhou grande repercussão regional aconteceu na rua Guidomar Quaresma, no bairro Córrego Fundo, em Bela Vista de Minas no na noite do dia 13.

Os quatro militares que estavam na ocorrência, dentre eles Iswaldo José Reder Dias Monte-Mor, 30, que portava a arma de onde partiu o disparo que vitimou o adolescente, participaram da reconstituição, que teve início às17h30 e durou 3h15. Os três envolvidos nos fatos, Hebert Mendes Carneiro, 23, Thawann Marlon Mendes Marques, 20, e Fernando Henrique de Carvalho, 22, suspeitos de agredirem e danificarem uma viatura da Polícia Militar, também participaram da reconstituição.

Os advogados Fernando Gonzaga, que atua na defesa dos jovens, e Cláudio Antônio Santiago e Luciano Mendes, que defendem o militar, acompanharam todos os trabalhos técnicos das peritas Cristiane Sales e Margarete Leão, da Polícia Civil. Um forte esquema policial com cerca de 25 militares e nove policiais civis, fortemente armados, isolaram o trecho da rua onde o crime ocorreu.

O delegado Thiago Araújo Costa, responsável pelas investigações e o promotor de Justiça da Comarca de Nova Era Aylor Luiz Meireles Júnior, acompanharam de perto todas as informações que foram encenadas conforme relatos dos envolvidos.

Iswaldo José contou detalhes da operação desde a chegada da primeira viatura, composta por ele e outro militar. Na versão do militar, quando ele os colegas atendiam a ocorrência, foram acuados pelos rapazes, que estavam próximas de um veículo com o volume do som muito elevado, perturbando os moradores. Os militares identificaram Thawann e Hebert como responsáveis pelo carro.

Os jovens teriam sido advertidos pelos policiais sobre a conduta, mas foram ignorados. Neste momento, insatisfeitos com a atuação policial militar, os suspeitos juntamente com um enorme grupo de pessoas que participavam da festa, investiram contra os policiais militares, os empurrando e dizendo que em hipótese alguma abaixariam o som visto que a dona de um bar onde eles estavam comprando cerveja havia deixado eles ligarem o som. Neste momento, o grupo de pessoas teria se dirigido em direção aos policias que recuaram cerca de 70 metros de onde a viatura deles encontrava-se estacionada, momento que foi acionado reforço de outra viatura de João Monlevade. Bastante exaltados, um grupo passou a danificar toda a lateral de uma viatura policial.

Com a chegada do reforço, a situação que já estava bastante tensa, ficou ainda mais tumultuada. Thawann e Hebert, segundo o militar, juntamente com outros autores estavam muito alterados e gritando, alegando que não seriam presos e a todo instante, falavam que iriam processar os policiais militares.

Ainda segundo relatos de Iswaldo, Thawann e Hebert tentaram agredir o colega dele e os militares que chegaram para reforçar a operação. Ele contou que Thawann chegou a agredir com socos e chutes os militares que tentavam algemá-lo. Para conter o rapaz, os militares algemaram também os pés dele. Relatou ainda que Hebert a todo momento tentou impedir a prisão de Thawann e ameaçava retirá-lo das mãos dos policiais.

Iswaldo Reder contou que era agredido com chutes e empurrões, momento que Hebert, mesmo algemado, correu cerca de 90 metros quando foi alcançado por ele. Após ser novamente alcançado, Hebert juntamente com um grupo de pessoas, entre eles a vítima do disparo, conseguiu dar socos no militar e o derrubar ao solo. Com o militar já caído, ele foi violentamente agredido com chutes e socos, tendo em seguida Túlio Bryan e Hebert tentado tomar a arma do militar, quando ocorreu o disparo acidental, segundo o policial, que atingiu o adolescente no abdômen. Após o disparo, a multidão que cercava e agredia o militar se afastou. Túlio Bryan foi socorrido ao Hospital Margarida por familiares, mas não resistiu ao ferimento e morreu dois dias depois. O militar também foi levado à unidade de saúde e após ser medicado foi liberado. Toda versão dos fatos, contada por Iswaldo, foi confirmada também em reconstituição dos demais policias que estavam na operação.

 Segunda versão 

Hebert Mendes foi primeiro dos envolvidos a reconstituir a versão deles. Ele contou que estava no local participando de uma festa onde bebiam com o som do carro ligado, quando chegou a viatura policial. Segundo ele, os militares já chegaram violentos determinado que se colocassem na posição de busca pessoal. Como se recusou, foi algemado e agredido, momento que ouviu pelo menos dois disparos, que em sua opinião era de arma de fogo. Ele contou ainda que não teria tentado fugir, mas que teria ido até o final da rua para urinar.

Quando retornava deparou com Iswaldo, que passou a agredi-lo com um cassetete, momento que caiu e foi chutado. Disse ainda que não viu o disparo, apenas ouviu o estampido e que não sabia quem teria efetuado o tiro. Muito confuso, ele negou que tivesse agredido e tentado desarmar o militar. Disse ainda que um dos militares teria quebrado o vidro traseiro do veículo da irmã dele. Contou também que quando os policiais chegaram, imediatamente colocou as mãos na cabeça.

Tawann disse que não poderia afirmar se o disparo que atingiu o primo dele foi proposital. Contou que ouviu três disparos, que dois deles, acredita que foram para o alto. Disse também que eles acataram as ordens dos policiais e abaixaram o som do carro. E que durante todo o tempo, os militares estavam com as armas em punho.

Ele negou que danificaram a viatura da polícia e que tivesse agredido os policiais. Segundo ele, um dos policiais agrediu uma adolescente com um tapa no rosto. Disse ainda que Hebert teria ido chamar a mãe dele que estava em um sítio que fica próximo. Ele também disse que o vidro do carro da mãe foi quebrado por um militar.

Fernando Henrique disse que acatou as ordens dos militares e que chegou a chutar o braço de Iswaldo, porque ele estava deitado no solo segurando a perna da irmã dele, que foi agredida com um tapa no rosto por um dos policias. Ele também afirmou que ouviu três disparos, dois deles para o alto e que não viu quem teria efetuado os tiros de advertência, percebendo apenas os “clarões”. Disse que havia apenas um policial junto com a vítima, e que amparou o primo após ser baleado. O jovem estava muito nervoso e não soube dizer se Túlio Bryan estava agredindo o militar, e nem se o policial estava de pé ou deitado no solo quando ocorreu o disparo ou se Bryan estava sobre ele o agredindo.

Após a reconstituição os três rapazes foram levados de volta para a cadeia pública de Nova Era, onde devem permanecer até a conclusão das investigações.

Segundo o major Jayme Alves, que também acompanhou toda a reconstituição Iswaldo Reder foi levado para a sede do 14º Batalhão de Polícia Militar, em Ipatinga, onde fica detido até o final do processo que investiga o crime.

Acusação de falso testemunho 



Cristiane Mendes Carneiro, que é mãe deTawann, tia de Fernando e irmã de Hebert disse que os jovens estavam confusos porque haviam muitas pessoas em volta. Segundo ela durante toda ocorrência tentou acalmar os jovens e que Iswaldo ameaçava matar todos eles.

Ela credita que o militar mentiu na reconstituição e que o disparo foi a cerca de 30 centímetros do sobrinho dela. Disse ainda que o militar jogou o cassetete sobre o vidro traseiro de seu veículo.


 Ela também afirmou que a vítima estava de pé quando foi baleada e que o disparo foi proposital. O caso segue sob investigação da Polícia Civil de João Monlevade.

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