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Mais de 500 pessoas vão à Câmara pedir mais segurança na cidade

Mais de 500 pessoas lotaram o Plenário da Câmara de Vereadores de João Monlevade na tarde desta quarta-feira (11) para exigir dos parlamentares mais ações voltadas à segurança.

O movimento foi motivado em função aumento da criminalidade no centro comercial e pela morte do comerciante Inácio Alves Viana, 57, assassinado por dois menores de 15 e 16 anos de idade, durante um assalto dentro da loja dele no último dia 5.

Empresários fecharam as lojas mais cedo e juntos dos funcionários e muitos estudantes participaram da manifestação.

O presidente da Igreja Evangélica Cristocêntrica, Habraão Lincoln Vilaça Silva, foi quem falou pelo grupo. Ele criticou os vereadores e a todo o momento pedia solução para as questões. Em sua opinião os parlamentares estão com os olhos fechados para o problema. “O povo está com medo de sair às ruas e sabe que não tem poder para enfrentar bandidos, e o poder que eles têm eles delegaram aos senhores. Estamos cansados de desculpas. Queremos soluções. Estamos com medo senhores. Onde devemos buscar recursos e refúgio para a segurança se não nesta Casa. Chega de mortes, chega de estupros, chega de roubos. Os senhores não têm o direito de fecharem os olhos e nem de ter sono tranquilo”, esbravejou.

Em cada frase dita ele era ovacionado pelo público e foi necessário que o presidente da Câmara, Djalma Bastos (PSD), suspendesse a reunião.

A sessão ficou paralisada por mais de uma hora. Após, os manifestantes foram para a avenida Dona Nenela, em frente ao Legislativo e com uso de microfone continuaram com pedidos de melhora para a segurança da cidade. Alguns vereadores foram de encontro ao público. Ficou acertada que uma reunião entre o Legislativo, Executivo, Juízes, Promotores, polícias Civil e Militar e comerciantes será realizada em data a ser agendada para tratar sobre o assunto.

Apesar da promessa do encontro, os manifestantes não descartaram a realização de novo movimento na porta da Prefeitura de João Monlevade e no Fórum da cidade.

Saída da promotora 

Os manifestantes empunharam cartazes e faixas exigindo mais segurança e ainda com frases de ordem com pedido de saída da promotora Ana Lúcia D´Agosto, que segundo eles, estaria instaurando inquéritos contra policiais baseados em denúncias de presos. As investigações seriam por causa de supostas agressões aos detidos. Os manifestantes alegam ainda que os policiais estão se sentindo coagidos e intimidados com a ação da promotora e temem perder até mesmo o emprego, e por isso muitos estão desmotivados.

Reforma delegacia 

O procurador jurídico do Executivo, Teotino Damasceno Filho, falou que a administração municipal, assim como os poderes constituídos da cidade tiveram várias reuniões nessa semana para discutirem sobre a questão. O procurador destacou ainda que a Prefeitura vai custear despesas de reformas da sede da Delegacia de Polícia Civil, onde serão criadas celas especiais para que menores possam ser acautelados para aguardar vagas em centros de ressocialização.

Vereadores se defendem 

O presidente da Câmara, vereador Djalma Augusto Gomes Bastos (PSD), disse que o assunto precisa ser bem discutido. “Eu sempre falei que na hora que o povo se une, se torna mais forte. É preciso denunciar. Estamos juntos sim, a Câmara Municipal não está de forma alguma omissa à situação”, pontuou o parlamentar e concluiu dizendo que “seria interessante tivessem ido, pelo menos meia hora, ao Fórum antes de virem pra Câmara”.


Belmar Diniz (PT) lembrou de várias ações discutidas durante o fórum sobre segurança pública realizado pela Câmara há mais de um ano e citou várias medidas apresentadas na época pela Polícia Militar e Polícia Civil, mas muitas delas, segundo ele, não foram colocadas em prática. ”Porque que todas essas ações apresentadas não foram implantadas? Falta de apoio do poder público, do Estado? Alguém tem que explicar isso. Estamos trabalhando sim, estamos preocupados”, disse.

Vanderlei Miranda (PR) disse “que com certeza o pastor não falou em nome dos comerciantes. Cidadão veio aqui apontou dedos para os vereadores e parecia que nem conhecia a Câmara, e muito menos o trabalho desta Casa. Há quanto tempo estamos discutindo segurança pública aqui? Nunca tivemos o privilégio de receber aqui o Ministério Público, que só veio aqui neste ano. Muito se fala nos direitos da criança e do adolescente, mas não dos deveres”, disse.

“Todo tempo ele (pastor) jogou a responsabilidade sobre a Casa, que não trabalha que não faz nada. O tempo todo dediquei meu trabalho à população e a responsabilidade é de todos. O Governo do Estado cortou mais de 70% dos recursos na área de segurança pública”, lembrou Sinval Dias (PSDB).

“A Câmara Municipal não tem poder para contratar mais policiais militares ou civis, mas tem o poder de cobrar do Governo Estadual mais melhorias para o nosso município, e principalmente em se tratando de segurança pública”, disse Thiago Titó (PMDB).

“Dias antes da morte do Inácio estive em uma reunião na Polícia Militar e ouvi de alguns policiais a dificuldade em prender e a facilidade em soltar, e infelizmente é assim. Mas não podemos desistir”, disse Leles Pontes (PRB).

Guilherme Nasser (PSDB) disse que a manifestação foi marcante. “Não dá mais presenciar comerciantes trabalhando fechando atrás das grades e esses infratores soltos pelas ruas. Não dá mais pra aceitar prender um menor nove vezes e esperar ele matar alguém para conseguir vaga pra internar. Estamos empenhados e não vamos desistir da nossa cidade. O pastor que usou da palavra criticou muito a Câmara como se fosse culpada da criminalidade que está ai. Fizemos várias audiências, fóruns e o projeto de monitoramento por câmeras estão caminhando. Conversei com o deputado Tito Torres e este mês ainda vamos ter uma audiência aqui sobre segurança pública e peço que todos que vieram aqui hoje, venham para a audiência. Foram cortados mais de 84% dos recursos da segurança pública pelo governo. Nós vimos que a indignação do povo é com a promotoria e contra as Leis”, lembrou o vereador.


Teles de Assis Guimarães (PP) comento sobre as faixas e cartazes pedindo a saída da Promotora Ana Lúcia. “Há um probleminha entre judiciário e a Polícia Militar que a gente precisa ver isso direitinho o que está acontecendo, porque a gente não sente a polícia na rua. Alguma coisa está acontecendo. Só colocar polícia na rua não vai resolver, porque a situação é mais complexa. Esses que criticam a Câmara eu convido para vir conhecer mais a Casa, porque o caso é mais para âmbito federal e com certeza ele (pastor) nunca esteve aqui. Então cobrar só, é fácil”, disse o parlamentar.





 Redação: Bell Silva e Kátia Passos

1 Response to "Mais de 500 pessoas vão à Câmara pedir mais segurança na cidade"

FILÓSOFOJAIRPIVA disse...

A questão da violência é muito mais complexa do que a exigência de uma maior guarnição policial na cidade. Temos que exigir das autoridades e das famílias que cuidem e eduquem melhor as crianças, pois um marginal hoje foi uma criança não bem cuidada na infância. Temos que lembrar que além de homicídios, temos a violência contra a mulher no nosso país, o espancamento de crianças, a violência comercial daqueles comerciantes que exploram o seu empregado e o seu consumidor com preços altíssimos, temos que lutar também contra a violência nas escolas, a violência psicológica que muitos fazem atingindo a moral do outro, temos que nos manifestar contra a violência das ideologias que implantam na cabeça do povo que para resolver um problema de violência basta armar os cidadãos ditos de bem e encarcerar menores e adultos infratores.

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